domingo, 16 de março de 2025

Palmas Participa propõe um método de Escala Local e de Baixo para Cima para planejar a cidade: Planos de Bairro.

Na capital do Tocantins, busca-se uma transformação urbana que já está ganhando força, impulsionada pela voz ativa de seus cidadãos, os Planos de Bairro. Longe das tradicionais formas de planejamento, institucional e centralizado, a comunidade palmense está sendo qualificada para tomar as rédeas do futuro de seus bairros através da implementação de Planos de Bairro, uma inovadora ferramenta de planejamento territorial.

Neste recente encontro virtual da Rede Planos de Bairros, ocorrido em 12 de março passado, (assistam o vídeo completo do evento – 30 minutos), ficou demonstrado o dinamismo e o potencial dessa abordagem, tendo como epicentro a experiência de Palmas com a Agenda Popular pelo Direito à Cidade.

A reunião, sob a mediação de João Bazzoli, professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), teve a finalidade de mostrar a dinâmica da construção da Agenda Popular. A Karine Corrêa, arquiteta urbanista, foi a primeira a se apresentar, seguida pelos demais participantes, Giovanna Ferreira, acadêmica do Direito, Renato Rodrigues, acadêmico da arquitetura e urbanismo e Taynnara Oliveira, arquiteta urbanista. Todos vinculados a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e integrantes do BrCidades núcleo Tocantins.

Ficou claro na apresentação, desde o princípio, que a centralidade da participação popular e a articulação em rede se mostraram pilares desta iniciativa. A rede Planos de Bairros, com raízes fincadas no 1 Simpósio Nacional de Planos de Bairros, em 2024, ocorrido na FAU-Mackenzie, emerge como um arranjo multidisciplinar e interinstitucional, unindo esforços para disseminar e fortalecer a elaboração de Planos de bairro.
 
Neste encontro Karine e o grupo que apresentou, mergulharam no contexto específico da capital tocantinense e descreveram Palmas, uma cidade planejada com mais de 300 mil habitantes, que ironicamente enfrenta desafios semelhantes aos de cidades mais populosas e antigas devido a falhas na implementação do planejamento original.

Em resposta a essa lacuna, nasceu em abril de 2024 a Agenda Popular pelo Direito à Cidade, adotando a metodologia dos Planos de bairro como um caminho para tentar reverter essa lógica.
 
O desenvolvimento metodológico por trás dessa articulação comunitária, merece destaque, por ter priorizado a mobilização da população e o empoderamento dos indivíduos, visando transformá-los em agentes ativos na construção dos Planos de bairro e na transformação da cidade.

A força da participação local como solução efetiva para as questões urbanas foi enfaticamente defendida e os resultados práticos das oficinas participativas, conduzidas pela equipe, possibilitou de maneira concreta pensar no desenvolvimento efetivo de um piloto de Plano de Bairro, já ajustado para acontecer no Jardim Aureny IV.

Em suma, a experiência de Palmas, impulsionada pela Agenda Popular pelo Direito à Cidade e pela metodologia dos Planos de bairro, representa um farol de esperança para a construção de cidades mais democráticas e alinhadas com as reais necessidades de seus habitantes. A articulação da Rede Planos de Bairros, ao conectar diferentes iniciativas e promover a troca de conhecimento, potencializa o alcance e o impacto dessa abordagem inovadora. 

Portanto, o futuro urbano, ao que tudo indica, passa cada vez mais pela escuta ativa e pelo protagonismo das comunidades locais. A jornada em Palmas, com seus desafios e conquistas, oferece lições valiosas para outras cidades que almejam um planejamento urbano mais participativo e, consequentemente, mais justo e eficiente.

Assista o evento na integra - clicar abaixo



terça-feira, 11 de março de 2025

Palmas Participa apresenta a Agenda Popular

No dia 12 março, quarta-feira, às 19 horas, será apresentado pela Rede Planos de Bairro a Agenda Popular pelo Direito à Cidade, um projeto piloto desenvolvido pela UFT e parceiros, em Palmas-TO.
Trata-se de uma experiência de aproximação comunitária com a finalidade de construir Planos de Bairro.


A Agenda Popular pelo Direito à Cidade em Palmas foi resultado de um processo de mobilização social e participação popular, com o objetivo de construir uma cidade mais justa, democrática e sustentável. 
Este documento, elaborado em 2024, foi idealizado pelo Projeto Palmas Participa, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), e contou com a colaboração de diversos parceiros, como BrCidades, Neucidades, Clínica de Direito Humanos do Curso de Direito/UFT, Projeto Cidades de Fato e o Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU)
A participação da população nesta atividade foi fundamental em todas as etapas, desde a coleta de demandas em oficinas comunitárias participativas até a sistematização das informações e a elaboração de um documento final.
Convidamos todos a conhecer este importante trabalho realizado à nível local, acesse o link abaixo e acompanhe on line.

Acessar:

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Evento discute Planos de Bairro e engajamento comunitário

No dia 12 de fevereiro de 2025, ocorreu um evento virtual para discutir as experiências de Planos de Bairro, com foco no caso de Maringá, no Paraná, onde um projeto de extensão universitária trabalhou com duas comunidades para desenvolver um Plano Piloto. (assista a gravação integral da apresentação com acesso ao final da notícia).

O evento foi conduzido pelo professor Mauro Claro, da Universidade Mackenzie, que contextualizou o evento , mencionando ser um desdobramento do Simpósio Nacional de Planos de Bairro, que ocorreu em 2024 na cidade de São Paulo. 

O professor introduziu as palestrantes e mencionou que esta ação faz parte da criação da Rede de Planos de Bairro e que neste primeiro semestre do ano estão programados mais três eventos mensais semelhantes, para os pesquisadores apresentarem suas experiências nesta área, com a finalidade de propiciar um amplo debate temático e reflexões sobre a proposta de planejamento urbano em escala local.

As palestrantes Beatriz Fleury e Silva, Layane Alves Nunes e Caroliny Borges Lessa, profissionais e pesquisadoras em Arquitetura e Urbanismo, as quais atuam no projeto através da Universidade Estadual de Maringá -PR e são integrantes do BR Cidades, núcleo Maringá, compartilharam as suas experiências com o Plano de Bairro realizado no município desde 2023.

Destacam-se pontos importantes e específicos para entender a proposta executada, como explica Caroliny no contexto de Santa Felicidade e João de Barro em Maringá, “são bairros que surgiram de programas habitacionais e que posteriormente passaram por intervenções, incluindo melhorias de infraestrutura e remoções” fato que provoca instabilidades locais.

Beatriz e Carol, constatam avanços durante a execução do projeto em Maringá, alguns deles, frutos diretos da movimentação causada pelo plano de bairro como a revitalização da Praça Zumbi dos Palmares e a retomada da reforma da escola (potencializando a luta histórica da comunidade), e outros vistos como estímulo para que ocorressem demais ações de visibilidade das comunidades como a criação de um museu virtual , iniciativa do curso de Geografia da UEM e a aprovação de um corredor cultural, concebido pelo Centro Cultural Jhamayka, organização cultural local. Para além disso, resultados como o lançamento de um livro sobre a história do bairro, publicações acadêmicas e reportagens na imprensa local foram fundamentais para elevação da autoestima dos moradores dos bairros. As palestrantes também mencionaram desafios como a desmobilização inicial da comunidade e a falta de investimento da prefeitura.

Layane enfatiza que a metodologia dos Planos de Bairro foi construída de forma flexível, adaptando-se às necessidades da população, onde a equipe priorizou pela manutenção de contato próximo com o território, para entender e considerar os desejos dos moradores.
O encontro virtual focou na importância do engajamento comunitário, visibilidade dos bairros e adaptação às necessidades locais no desenvolvimento do Plano de Bairro. 

O projeto em Maringá, inicialmente com foco em infraestrutura, evoluiu para um processo de empoderamento e visibilidade da comunidade, demonstrando a importância de ações culturais, participação em mídias locais e intervenções artísticas. A experiência de Maringá destaca a necessidade de promover o diálogo sobre direitos urbanos e envolver a comunidade no planejamento urbano, o que pode levar a resultados positivos na 
(re)qualificação urbana e na valorização cultural local. 

A discussão sobre diferentes abordagens para Planos de Bairro ressalta a diversidade de metodologias e necessidades, reforçando a importância de adaptar os Planos às características de cada localidade. A iniciativa de criar um guia metodológico para futuros projetos semelhantes demonstra o compromisso em disseminar o conhecimento e as lições aprendidas para outras cidades brasileiras.

As atividades continuam com a agenda já confirmada para o próximo dia 12 de março, ocasião que a equipe que trabalhou a Agenda Popular pelo Direito à Cidade, vinculada a Universidade Federal do Tocantins e ao BrCidades núcleo Tocantins, irá mostrar as atividades e os resultados do piloto realizado na Cidade de Palmas, Tocantins.

Clicar para assistir



domingo, 22 de dezembro de 2024

Retrospectiva 2024: relembre as atividades marcantes/Agenda Popular

O ano de 2024 foi marcado pela vibrante construção da Agenda Popular pelo Direito à Cidade, em Palmas-TO. Impulsionado pelo Projeto Palmas Participa, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em colaboração com diversas instituições e, principalmente, com a participação ativa da comunidade, o projeto buscou dar voz aos anseios e necessidades da população na construção de uma cidade mais justa, democrática e sustentável.

A seguir, apresentamos uma retrospectiva das atividades que marcaram essa jornada, desde a concepção da ideia até a consolidação de um documento, que foi entregue às lideranças locais em novembro passado e que promete ser um marco na história da cidade:

Abril:

01/04: Lançamento da convocatória "Vamos pensar a cidade juntos! É o momento.", convidando a comunidade a participar da construção da Agenda Popular pelo Direito à Cidade.

06/04: Evento de apresentação da Agenda Popular pelo Direito à Cidade. O evento, registrado no Canal de Youtube Cidade Vivida, reuniu parceiros, estudantes, professores e membros da comunidade para discutir os objetivos e a metodologia do projeto.

25/04: Anúncio da primeira oficina comunitária, para o dia 28 de abril na Região Norte de Palmas. O objetivo da proposta era construir uma agenda positiva, abordando temas cruciais para a melhoria da qualidade de vida no espaço urbano.

28/04: Realização da primeira oficina comunitária na Escola Estadual C.M Vila União. Representantes comunitários, estudantes, professores e parceiros do projeto se reuniram para discutir os desafios da Região Norte e a importância da participação popular na construção de um planejamento urbano mais inclusivo.

29/04: Apresentação do relato da primeira oficina, destacando a importância do evento para a construção de uma agenda que atenda às necessidades da população. O vídeo da oficina foi disponibilizado integralmente online.

Maio:

05/05: Encontro para apresentar reflexões sobre a primeira oficina, destacando temas como a necessidade de planos de bairro, a importância da participação popular e da educação urbanística, a busca por soluções urbanas mais eficiente e a urgência de políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidade.

09/05: Apresentação da proposta técnica para a construção da Agenda Popular pelo Direito à Cidade. O evento, disponibilizado on line, detalhou as estratégias de coleta e análise de dados, a categorização das demandas em eixos temáticos e a relação com a Agenda 2030, o Plano Diretor Municipal e a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano.

14/05: Reunião de avaliação da primeira oficina comunitária. A equipe celebrou o sucesso do evento e a riqueza das discussões, planejando estratégias para ampliar a participação popular nas próximas oficinas.

15/05: Anúncio da segunda oficina comunitária, marcada para o dia 24 de maio no Setor Santo Amaro.

20/05: Mobilização para a segunda oficina, enfatizando a importância da participação popular na construção da Agenda.

24/05: Realização da segunda oficina comunitária na Associação dos Moradores do Setor Lago Norte. O evento focou nas demandas da região, como a falta de infraestrutura, serviços públicos e equipamentos urbanos.

25/05: Relato da segunda oficina, destacando o interesse da população e a importância da iniciativa para a promoção da cidadania ativa e o exercício do Direito à Cidade.

26/05: Publicação de um vídeo detalhando a segunda oficina comunitária. O material audiovisual documenta as demandas da comunidade do Setor Lago Norte e convida a população a participar da construção da Agenda Popular.

30/05: Reunião da equipe para avaliar a segunda oficina e preparar a próxima, a ser realizada em Taquaruçu Grande. A equipe destacou o amadurecimento das discussões e a importância da participação das crianças.

Junho:

02/06: Terceira oficina comunitária em Taquaruçu Grande. A comunidade local aproveitou a oportunidade para discutir a proposta de transformar a região em Distrito, além de apresentar outras demandas prioritárias.

10/06: Relato da terceira oficina, destacando a importância da escuta ativa e da construção de uma Agenda que atenda aos anseios da comunidade.

25/06: Anúncio da Revisão Metodológica da Agenda Popular pelo Direito à Cidade, a ser realizada online no dia 27 de junho. O evento visava apresentar os resultados parciais das oficinas e receber contribuições da comunidade.

27/06: Realização da Revisão Metodológica da Agenda Popular pelo Direito à Cidade. O evento online, conduzido por estudantes do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional, teve como objetivo apresentar os resultados parciais das oficinas, receber contribuições da comunidade e fortalecer a participação popular na construção da Agenda.

Agosto:

26/08: Anúncio da quarta oficina comunitária, a ser realizada no dia 30 de agosto no Jardim Aureny IV.

29/08: Publicação de um artigo sobre a Agenda Popular pelo Direito à Cidade na Revista Capim Dourado: diálogos em extensão. O texto compartilha a experiência das oficinas comunitárias e discute a importância da participação social na construção de um planejamento urbano mais eficaz.

30/08: Quarta oficina comunitária na Associação de moradores do Jardim Aureny IV. A comunidade discutiu suas demandas prioritárias e a possibilidade de um projeto piloto de "Plano de Bairro" em 2025.

31/08: Relato da quarta oficina, destacando a importância do Plano de Bairro como instrumento de planejamento urbano participativo.

Setembro:

03/09: Visita da equipe da Agenda Popular às localidades da Água Fria e Fumaça. A visita teve como objetivo identificar as necessidades e demandas dessas comunidades, com foco em infraestrutura, equipamentos públicos e políticas públicas.

Outubro:

28/10: Divulgação da live "Re-pensar Cidade: estratégia de planejamento fundada em agenda popular", a ser realizada no dia 31 de outubro. A live tem como objetivo apresentar o processo de construção da Agenda Popular, com foco na coleta de demandas em oficinas comunitárias.


Novembro:

03/11: Publicação de um minidocumentário sobre a Agenda Popular pelo Direito à Cidade, produzido pelo projeto "Cidades de Fato". O minidocumentário mostra o processo de construção da Agenda, com foco nas oficinas comunitárias e na importância dos Planos de Bairro.

04/11: Convite para o evento de apresentação da Agenda Popular pelo Direito à Cidade, a ser realizado no dia 09 de novembro na Casa do MST. O evento marca um passo importante na luta por uma cidade mais justa, democrática e sustentável, construída com a participação ativa da população.

09/11: Seminário de apresentação da Agenda Popular pelo Direito à Cidade. O evento marca a entrega do documento final às lideranças locais, consolidando o trabalho realizado ao longo do ano.✅

Dezembro:

13/12:  Anúncio do certificado Selo ODS EDUuma conquista significativa do projeto pela premiação ser promovida pelo Instituto Selo Social que visa estimular a participação das instituições de ensino no alcance das metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Ao longo do ano, a Agenda Popular pelo Direito à Cidade também foi tema de diversas publicações e entrevistas, ampliando o alcance e o impacto do projeto. Um dos destaques foi a participação do Professor Bazzoli, da UFT, em uma entrevista ao canal do Núcleo de Estudos Urbanos e Culturais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), na qual ele detalhou a metodologia e a fundamentação da Agenda Popular.

A construção da Agenda Popular pelo Direito à Cidade em Palmas demonstrou a força da participação popular na construção de uma cidade mais justa e democrática. O projeto, que se conectou com o planejamento municipal em diversos níveis, como o Plano Diretor e o Plano Plurianual, serviu como um instrumento de educação urbanística e de mobilização social, despertando a comunidade para a importância de sua participação na construção do futuro da cidade.

A Agenda Popular pelo Direito à Cidade, construída a muitas mãos, representa um legado para Palmas, um passo significativo na direção de um futuro mais justo, democrático e sustentável.

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

A Construção da Agenda Popular pelo Direito à Cidade em Palmas

A Agenda Popular pelo Direito à Cidade em Palmas é resultado de um processo de mobilização social e participação popular, com o objetivo de construir uma cidade mais justa, democrática e sustentável. Este documento, elaborado em 2024, foi idealizado pelo Projeto Palmas Participa, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), e contou com a colaboração de diversos parceiros, como BrCidades, Neucidades, Clínica de Direito Humanos do Curso de Direito/UFT, Projeto Cidades de Fato e o Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU). A participação da população foi fundamental em todas as etapas, desde a coleta de demandas em oficinas comunitárias participativas até a sistematização das informações e a elaboração do documento final.

Oficinas Comunitárias:
Quatro oficinas comunitárias foram realizadas em diferentes regiões de Palmas: Norte, Extremo Norte, Taquaruçu Grande e Jardim Aureny IV. Nesses encontros, os moradores tiveram a oportunidade de expressar suas demandas, anseios e dificuldades, apontando o que faltava para tornar suas localidades melhores. A escuta ativa foi fundamental para entender as necessidades de cada região, resultando em um total de 54 demandas, que foram posteriormente revisadas e classificadas de acordo com os eixos propostos pelo Projeto: Direito à Cidade, Direitos Humanos, Agenda 2030 e Conferência da Cidade.

Eixos Temáticos:
A Agenda Popular se organiza em torno de eixos temáticos que refletem as principais demandas da população, buscando articulá-las com o orçamento municipal, o Plano Diretor, os Direitos Humanos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Essa estrutura permite que as demandas locais sejam analisadas e traduzidas em ações concretas por parte do poder público.

Importância da Agenda Popular:
A Agenda Popular pelo Direito à Cidade é um instrumento fundamental para a população de Palmas por diversos motivos. Primeiramente, ela materializa o desejo da população por uma cidade que atenda às suas necessidades, respeitando seus saberes e garantindo a sua participação na construção do futuro. Em segundo lugar, a Agenda busca influenciar as políticas públicas e o planejamento urbano, garantindo que as demandas da população sejam consideradas na tomada de decisões. Por fim, o documento também serve como um instrumento de educação urbanística, promovendo a reflexão crítica sobre a importância da participação popular na construção da cidade.

Conexão com o Planejamento Municipal:
A Agenda Popular se conecta com o planejamento municipal de Palmas em diversos níveis. Ela se relaciona com o Plano Diretor, buscando fortalecer a democracia participativa e garantir a efetivação do direito à cidade. A Agenda também se articula com o Plano Plurianual (PPA), buscando garantir que o orçamento público seja utilizado de forma a atender as necessidades da população e a promover o desenvolvimento do município. Por fim, a Agenda Popular dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, buscando construir uma cidade mais justa, democrática e sustentável.

Desafios e Perspectivas:
Para a implementação da Agenda Popular em Palmas teremos desafios, como a falta de articulação entre os diferentes órgãos da administração pública, melhorar quantitativamente e qualificadamente a participação da sociedade civil no acompanhamento do PPA e enfrentar a falta de transparência na gestão dos recursos públicos. Assim sendo, é preciso superar esses desafios, portanto, fundamental fortalecer a participação popular em todas as etapas deste processo, promover a capacitação da sociedade civil e criar mecanismos de transparência e controle social. A Agenda Popular pelo Direito à Cidade representa um passo importante na construção de uma Palmas mais justa, democrática e sustentável. A participação da população, a articulação com o planejamento municipal e a busca por soluções para os problemas urbanos são elementos essenciais para a efetivação do direito à cidade e a garantia de uma melhor qualidade de vida.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Convite à Participação: Agenda Popular pelo Direito à Cidade em Palmas

No dia 09 de novembro, às 9 horas, na Casa do MST, localizada no centro de Palmas, será apresentada a Agenda Popular pelo Direito à Cidade. Este evento marca um passo importante na luta por uma cidade mais justa, democrática e sustentável, construída com a participação ativa da população.

A Agenda Popular surge em resposta ao crescimento desordenado de Palmas e ao avanço das periferias, que resultaram em um quadro de segregação socioespacial. O documento, elaborado de forma participativa e democrática, pretende chamar a atenção para este quadro e discutir os caminhos para o exercício ao direito à cidade a todos os cidadãos.

A Agenda foi construída de forma colaborativa a partir de oficinas comunitárias, que foram realizadas em diferentes bairros da cidade para coletar as demandas da população. Nessas oficinas, os moradores tiveram a oportunidade de expressar suas necessidades, apontar problemas locais e propor soluções, reconhecendo a importância do saber local na construção de uma cidade melhor.

A Agenda se organiza em torno de eixos temáticos que refletem as principais demandas da população, buscando articulá-las com o orçamento municipal, o Plano Diretor, os Direitos Humanos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

A proposta desperta e reconhece a importância dos Planos de Bairro como instrumento de planejamento urbano participativo. Esses planos, elaborados com a participação da comunidade local, permitem a criação de projetos específicos para cada bairro, levando em consideração suas características e as suas necessidades.

A Agenda Popular busca influenciar as políticas públicas e o planejamento urbano, garantindo que as demandas da população sejam consideradas na tomada de decisões. O documento será encaminhado ao poder público (executivo e legislativo) com a expectativa de que seja reconhecido e implementado.

A participação da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e de outras instituições, como BrCidades, Clínica de Direitos Humanos do Curso de Direito (UFT/Palmas), Neucidades, Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional (UFT) e o Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU), interagindo com a população palmense, demonstra a importância da construção de pontes entre o conhecimento acadêmico e a realidade local.

A Agenda Popular pelo Direito à Cidade se constitui num convite permanente à população de Palmas para participar ativamente da construção de uma cidade mais justa, democrática e sustentável. 

O evento de apresentação da Agenda, no dia 09 de novembro, será uma oportunidade impar para conhecer o documento, debater as suas propostas e se engajar na luta por uma cidade que atenda às necessidades de todos os seus habitantes.

domingo, 3 de novembro de 2024

Cidades de Fato: Ampliando o Alcance da Agenda Popular pelo Direito à Cidade

 A "Agenda Popular pelo Direito à Cidade" utiliza a divulgação científica, por meio do MiniDoc produzido pelo "Cidades de Fato", para ampliar o alcance e o impacto do projeto. 

O MiniDoc, produzido por estudantes de Direito da UFT, documenta o processo de construção da Agenda, com foco nas reuniões comunitárias, e destaca a importância dos planos de bairro como instrumento de planejamento participativo.

O MiniDoc apresenta a Agenda Popular como uma resposta à necessidade de se dar voz aos moradores da periferia de Palmas, historicamente ignorados pelo planejamento urbano. Esse projeto, por meio de oficinas comunitárias, busca registrar as demandas locais, sistematizar prioridades e identificar os recursos necessários para a melhoria da qualidade de vida nos bairros.

As oficinas comunitárias, realizadas em diferentes regiões da cidade, revelam a diversidade de necessidades e a importância da escuta atenta aos moradores. As demandas levantadas nas oficinas, como a falta de infraestrutura básica, a carência de serviços públicos e a necessidade de melhorias no transporte público, são cuidadosamente documentadas no MiniDoc.

O MiniDoc destaca a importância dos planos de bairro como ferramenta de planejamento participativo, capaz de mobilizar a comunidade e promover a educação urbanística.

A divulgação científica, materializada no MiniDoc pelo "Cidades de Fato", cumpre um papel fundamental na democratização do conhecimento sobre a Agenda Popular, tornando-a acessível a um público mais amplo.

A utilização de formatos inovadores, como MiniDocs, podcasts e videocasts, contribui para aumentar o interesse da população por temas relacionados ao planejamento urbano e fortalecer a cultura científica.

MiniDoc - Tempo 11 minutos - Agenda Popular pelo Direito à Cidade - Acessar abaixo



segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Re-pensar Cidade: estratégia de planejamento fundada em agenda popular

No próximo dia 31 de outubro, às 19 horas, será realizada uma live com a finalidade de relatar como aconteceu o processo de construção da Agenda Popular pelo Direito à Cidade sob a perspectiva da coleta de demandas em oficinas comunitárias participativas com o objetivo de propor um planejamento insurgente a partir do processo de educação urbanística e da parametrização da atividade em escala de bairros

Convidamos a acessar o Canal de Youtube Cidade Vivida e acompanhar esta atividade para compreender a possibilidade de dar novos rumos ao planejamento urbano.



terça-feira, 3 de setembro de 2024

Visita aos setores Água Fria e Fumaça

A equipe da Agenda Popular pelo Direito à Cidade, realizou visitas às localidades da Água Fria e Fumaça, na cidade de Palmas, Tocantins, com o objetivo de identificar as necessidades e demandas dessas comunidades. 

Durante essas visitas, o presidente da associação de moradores, Júnior do Gás, destacou algumas dificuldades enfrentadas pela população local.

1. Infraestrutura:
  • A falta de infraestrutura adequada é um desafio significativo nessas áreas. Isso inclui questões como vias de acesso, saneamento básico, iluminação pública, e espaços públicos para lazer e convivência.
  • A ausência de serviços essenciais, como postos de saúde, escolas bem equipadas e creches, também impacta diretamente a qualidade de vida dos moradores.
2.Equipamentos:
  • A carência de equipamentos públicos é uma preocupação relevante. Isso abrange desde equipamentos de saúde (como unidades básicas de atendimento) e escola para atender as crianças que deslocam para outras localidades para estudar.
  • A disponibilidade de equipamentos é fundamental para garantir o acesso a serviços de qualidade e o desenvolvimento educacional das comunidades.
3.Políticas Públicas:
  • A falta de políticas públicas específicas para essas localidades é um obstáculo. Isso envolve ações voltadas para a mobilidade urbana, educação, saúde e regularização fundiária.
É essencial que o poder público desenvolva estratégias direcionadas para atender às necessidades dessas comunidades, promovendo a inclusão social e o bem-estar dos moradores.

Em resumo, a Agenda Popular pelo Direito à Cidade está atuando para ampliar a visibilidade dessas demandas (dando voz a população invizibilizada) e buscar soluções junto às autoridades municipais. 

A melhoria da infraestrutura, o acesso a equipamentos e a implementação de políticas públicas eficazes são passos cruciais para garantir uma melhor qualidade de vida para os habitantes, não só da Água Fria e Fumaça, mas de outras várias localidades da periferia de Palmas-TO.

Assista o vídeo com as informações:




segunda-feira, 2 de setembro de 2024

4ª Oficina da Agenda Popular pelo Direito à Cidade

A oficina comunitária da Agenda Popular pelo Direito à Cidade ocorrida no dia 30 de agosto, na Associação de moradores do Jardim Aureny IV, possibilitou a população local apresentar as suas demandas, pontuar as soluções possíveis e procurar entender que o fortalecimento da cidadania ativa será essencial na busca das conquistas básicas para o seu bairro.

A equipe do Palmas Participa escutou a comunidade local, como vem fazendo em outras regiões da cidade, porém, para além das demandas prioritárias apresentadas e discutidas, a população local aproveitou para discutir a possibilidade da realização de um projeto piloto de "Plano de Bairro" em 2.025.

A demanda e o debate realizado na oficina deixou claro que Agenda popular pelo Direito à Cidade, tem cumprido o seu objetivo de buscar levar à população a compreensão de que este instrumento (Plano de Bairro) poderá se tornar efetivo e importante para a cidade, bem como, enxergar a possibilidade entregá-lo definitivamente, como um dos instrumentos de planejamento, na próxima revisão do Plano Diretor.

A equipe informou aos moradores sobre a elaboração do documento final que será entregue ao poder público em Seminário previsto para o dia 9 de novembro, cuja pauta e o local serão amplamente divulgados.

Portanto, esta atividade de escuta que foi realizada será fundamental por revelar aspectos importantes para a elaboração da Agenda Popular pelo Direito à Cidade, e convidamos todos a assistir o vídeo detalhando a oficina realizada.



Lista de presença

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